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10/24/2016

[Segunda] - O USO DAS REDES SOCIAIS NA EVANGELIZAÇÃO

Na segunda COR JOVEM de evangelização Moderna, trazemos mais um texto, esse de 2014 aonde o tema redes sociais em prol da evangelização já era tema amplamente debatido.
Na última quinta-feira, dia 24, o papa Bento XVI lançou a tradicional mensagem para o Dia Mundial das Comunicações (DMC), que neste ano de 2013 será no dia 12 de maio. Dando continuidade à temática trabalhada de 2009 a 2011 (1), a mensagem para o 47º DMC centra-se mais uma vez na mídia digital: “Redes sociais: portais de verdade e de fé; novos espaços para a evangelização” (2).
O pontífice acredita que as redes sociais estão contribuindo para o surgimento de novos espaços públicos que podem gerar comunidade e comunhão. No entanto, o que está por trás de toda rede é um ser humano. Portanto, o papa aconselha aos usuários das redes a serem autênticos, pois, em última análise, estão comunicando a si mesmos (cf. § 02 e 03).
Ainda, “as redes sociais tornam-se cada vez mais parte do próprio tecido da sociedade enquanto unem as pessoas na base destas necessidades fundamentais [relacionamentos, entretenimento e conhecimento]” (§ 03), afirma Bento XVI. Não se pode, pois, pensar em sociedade no século XXI sem referir-se ao poder agregativo das redes sociais.
As redes sociais
Uma rede social é caracterizada, sobretudo, pela sua horizontalidade: não há um grande emissor que produz conteúdo para uma gama de receptores; pelo contrário, a produção de conteúdos é realizada por todos os membros da rede, que se influenciam mutuamente. Além disso, a estrutura da rede social é, assim como a própria sociedade pós-moderna, líquida (3). Duarte e Frei (2008) (4) corroboram essa visão ao dizer que “redes não são […] apenas uma outra forma de estrutura, mas quase uma não estrutura, no sentido de que parte de sua força está na habilidade de se fazer e desfazer rapidamente”.
Há diversos tipos de redes sociais, como as dedicadas aos relacionamentos, ao mundo corporativo/profissional, às comunidades e à política. O fato de todas elas serem virtuais denota o fenômeno que o sociólogo Zygmunt Bauman nomeia como “fragmentação da vida”: “a rede é mantida viva por duas atividades: conectar e desconectar. O atrativo da “amizade Facebook” é que é fácil conectar, mas a grande atração é a facilidade de desconectar. Na relação frente a frente e olho no olho, quebrar as relações é traumático, porque é preciso ter razões ou inventar desculpas, mentir etc. Na internet a ruptura é fácil?” (5).
Recentemente o papa Bento XVI lançou um perfil na rede social Twitter, que já conta com mais de 2,5 milhões de seguidores. O pontífice, em sua mensagem, diz que “O ambiente digital não é um mundo paralelo ou puramente virtual, mas faz parte da realidade quotidiana de muitas pessoas, especialmente dos mais jovens” (§ 05). Assim, em seu ofício de pastor, ele quer se aproximar dessa significativa parcela de fiéis através desse ambiente.
Sobre a não presença do papa no Facebook, o presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, Dom Claudio Maria Celli, afirmou em entrevista coletiva (6) que “o Facebook tem uma dimensão própria, como estrutura, como realidade, e não vejo a necessidade que o Santo Padre esteja presente no Facebook com uma conta, um perfil. É pessoal demais. Ao contrário, Twitter e Youtube têm uma dimensão muito mais “institucional”. Por isso, hoje, preferimos não entrar neste campo com um perfil pessoal do Papa”.
O que fazer nas redes sociaisO papa, em sua mensagem, oferece algumas orientações de ordem prática de como utilizar as redes sociais com sabedoria. Ele claramente indica que, muitas vezes, a mensagem do evangelho é mal apresentada, ou apresentada em nível inferior, comparando-se com a mensagem da cultura de morte que pode ser visualizada nas redes: “Às vezes, a voz discreta da razão pode ser abafada pelo rumor de excessivas informações, e não consegue atrair a atenção que, ao contrário, é dada a quantos se expressam de forma mais persuasiva” (§ 04). No entanto, prossegue Bento XVI, a solução para isso não é usar a mesma moeda do sensacionalismo, pois “mesmo no ambiente digital, onde é fácil que se ergam vozes de tons demasiado acesos e conflituosos e onde, por vezes, há o risco de que o sensacionalismo prevaleça, somos chamados a um cuidadoso discernimento” (§ 08) e que “uma comunicação eficaz, como as parábolas de Jesus, necessita do envolvimento da imaginação e da sensibilidade afetiva daqueles que queremos convidar para um encontro com o mistério do amor de Deus” (§ 06).
Ainda, o pontífice esclarece que a evangelização através das redes sociais nem sempre precisa ser explícita, retomando a mensagem para o DMC de 2011. Ela acontece, principalmente, através dos conteúdos cotidianos produzidos pelos usuários. Estes conteúdos revelam a índole e a opção fundamental pelo Evangelho de cada um: “Tal partilha consiste não apenas na expressão de fé explícita, mas também no testemunho, isto é, no modo como se comunicam “escolhas, preferências, juízos que sejam profundamente coerentes com o Evangelho, mesmo quando não se fala explicitamente dele”” (§ 07). Em outras palavras, a evangelização acontece através de cada “retweet”, “curtir” ou “compartilhar”, e também através da forma como o usuário se apresenta nas redes. Produzir ou reproduzir conteúdos coadunados com a cultura de morte ou apresentar a si mesmo de forma contraditória ao ensinamento moral da Igreja revelam um contratestemunho por parte dos batizados e um mau uso das redes sociais.
A utilidade desses ambientes também é revelada no que diz respeito à integração universal da comunidade de fieis. Nos lugares onde o cristianismo ainda é nascente ou até mesmo perseguido, esses espaços oferecem subsídios para o fortalecimento da fé (cf. § 09).
Por fim, o papa salienta que as redes sociais devem ser o início de uma rede de relacionamentos que extrapola o virtual, cujo ponto final seria a comunidade concreta, real: “Procurando tornar o Evangelho presente no ambiente digital, podemos convidar as pessoas a viverem encontros de oração ou celebrações litúrgicas em lugares concretos como igrejas ou capelas” (§ 10).
Conclusão
Atento ao movimento da sociedade pós-moderna, que se encaminha cada vez mais para a virtualidade do cotidiano e a efemeridade das relações, o papa propõe em sua mensagem, de maneira clara e direta, uma ação sistemática de evangelização por parte de todos os batizados.
Com muita coerência ele dirige-se não aos pastores da Igreja, mas aos “amados irmãos e irmãs”, ou seja, a todos os fiéis. Isso condiz com a horizontalidade das redes sociais, como dito acima. É dada sobretudo aos jovens a tarefa de tornar esses ambientes instrumentos da nova evangelização, verdadeiros portais de verdade e fé.
O pontífice associa, explicitamente, as redes sociais como as ferramentas mais adequadas para cumprir o mandato missionário de Jesus Cristo aos seus discípulos, e assim ele encerra a sua mensagem: “Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda a criatura”.
Por João Paulo VelosoJornalista, Teólogo e Coordenador da Pastoral da Comunicação da Arquidiocese de Palmas/TO
Notas
1 “Novas tecnologias, novas relações” (2009); “O padre e a pastoral no mundo digital. Novos meios de comunicação a serviço da Palavra” (2010); “Verdade, anúncio e autenticidade na era digital” (2011).
2 Será usada nesse artigo a versão numerada e traduzida para o português do Brasil disponível em <http://migre.me/cYRmC>. Acesso em 25/01/2013.
3 Cf. BAUMAN, Zygmunt. Amor líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004.
4 DUARTE, Fábio e FREI, Klaus. Redes Urbanas. In: DUARTE, Fábio; QUANDT, Carlos; SOUZA, Queila. O Tempo Das Redes. São Paulo: Editora Perspectiva, 2008. p. 156.
5 BAUMAN, Zygmunt. Laços humanos são bênção e maldição. Entrevista. Disponível em <http://migre.me/cYQe8>. Acesso em 25/01/2013.
6 Disponível em <http://migre.me/cYQHM>. Acesso em 25/01/2013
Fonte: http://jovensconectados.org.br/o-uso-das-redes-sociais-na-nova-evangelizacao.html 

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