[CULTURA DO ESTUPRO] - Opina COR Jovem - COR JOVEM - Grupo de jovens católicos !!!!

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" Criatividade a serviço da Evangelização "

COR JOVEM - Grupo de Jovens Católicos

10/22/2016

[CULTURA DO ESTUPRO] - Opina COR Jovem


Sejam bem vindos ao OPINA COR JOVEM, o espaço de livre opinião dos jovens do COR. 
Antes de irmos ao conteúdo do 1º Opina COR JOVEM, vamos a explicação de como funciona esse post. 
Juntamos os jovens do COR em uma roda e propomos para eles um tema, e da forma mais simples possível eles expressão suas opiniões, sem censuras, sem filtro, apenas o que exatamente cada um pensa e sobre as experiências que cada um vivenciou sobre o tema.

NESSA SEMANA O TEMA É "CULTURA DO ESTUPRO". 
Segundo um levantamento do Datafolha mostra que mais de 33% da população acredita que "mulheres que se dão ao respeito não são estupradas"; pesquisa indica ainda que 85% das mulheres têm medo de serem vítimas de violência sexual. Ainda seguindo a lógica  estatística, segundo o IBGE cerca de 86,8% dos brasileiros se declaram Cristãos, logo podemos concluir que existem Cristãos que afirmaram na pesquisa sobre estupro que as "mulheres que se dão ao respeito não são estupradas", e diante disso o que os jovens tem a dizer: 
Vitoria: Não, eu não acho que influencia e a respeito dos católicos muitas pessoas estão na igreja, oram, ouvem a homília e não praticam, e eu inclusive sou uma dessas pessoas que as vezes ouve e não faz nada, ouvi vou pra casa e beleza, muitas pessoas não praticam, e outro fator é não se falar disso aqui, por que não se fala desses assuntos aqui na igreja, pois se o dado existe é por que acontece.
Gabriel: Bom, acho que não é inadmissível pensar desse jeito, mas para mim a solução seria a reforma da educação, seja desde a base, da família até escola, e como vitória falou sobre não se comentar isso na igreja, não só na igreja como na escola e em casa, acho que além da falta da educação de base que há sociedade brasileira tem-se também  a conscientização de cada um, acho que se todos agirem de forma consciente acaba com esse preconceito. 
Thamires: Bom eu não concordo, porque assim, a gente que vive na igreja tem uma visão de mundo que é totalmente diferente do mundo lá fora, as pessoas não podem ficar pressas pelas roupas que vestem. Ah! Você tem de andar coberta porque senão você corre o risco de ser estuprada na rua, isso também vai da consciência que Gabriel falou, cada um tem a sua e deve respeitar o próximo. 
Carol: Bem, eu acho que não, por que não depende só da pessoa que usa, mas também da pessoa que vê, e sim eu acho todo mundo deve usar sua roupa independente do que os outros pensam. O estupro vem muito antes de qualquer tipo de roupa de hoje em dia, tanto que tive uma aula com um prof. de literatura e ele até citou Clarice Lispector, que tem uma história dela sobre uma mulher que é muito respeitada, ela ia para exterior e estava sendo visada por 2 homens para ser estuprada e nisso ela estava com a roupa toda composta, nisso ela começou a se insinuar, o que não era muito aceito na época, eu vejo isso não só de agora mas antigamente, porque antigamente não se respeitavam as mulheres que eram atoa, hoje em dia ninguém sabem o que realmente pensam, pois não respeitam mulheres vestida com roupas compostas ou de qualquer jeito, não ligam para nada e sim no próprio eu. 
Taciana: Bom, eu acho que tudo é ser e conhecer, acho que roupa não tem nada a ver com estupro, hoje estava varrendo a casa de touca, com o vestido super jogado e do nada passavam homens de carro que me olhavam de uma forma que eu pensava, mas como assim? Acho que isso é a experiência viva de que roupa não justifica o estupro, porque pessoas olhavam para mim e me chamavam de doida e outras olhavam para mim completamente diferente, da mesma forma em que quando eu vou para a escola, são coisas obscenas, você pode estar vestida como for, sempre terá alguém que lhe olhara de um jeito a mais querendo outras coisas, é fato que a roupa não justifica nada, independente do que ela usa. Não, não justifica. 
Eu acho que também assim, a maioria das vezes as pessoas que fazem isso muitas das vezes têm filhos, acima de tudo filhas, eu fico até sem jeito de ir na mercearia quando tem caminhão descarregando porque eles não respeitam, independentemente de qualquer coisa, você pode está vestida do jeito que for eles vão mexer com você, mas eles nem se preocupam se isso está acontecendo com as filhas deles, e eu fico me perguntando, será que não tem filhas e será que não passam pela cabeça deles que isso pode acontecer com ele. Porque é totalmente constrangedor você andar na rua e não ser respeitado. Na maioria das vezes são coisas escrotas que me incomoda muito. 
 Danilo: Vocês mulheres, se sentem ofendidas sobre essas agressões, ao ir na academia e qualquer outro local ou pela roupa que esta vestida, se sentem agredidas, já passaram por essa situação?
Carol: Eu me sinto muito mal, e já passei várias vezes, acompanhada com minha mãe meu pai qualquer um, fui ao centro, certa vez, com minha mãe e passei por um grupo de senhores e alguns mais novos e eles não paravam de olhar fixamente aí minha mãe me afastava para evitar e isso me fez muito mal, antes até fingiam, mas hoje não fazem na cara dura, pessoas até de carro param e isso dá muito medo porque não se sabe o que vão fazer, tem casos de amigas minhas que alguns já até tentaram algo com elas, e dá pra ver que é algo enraizado na sociedade quando para o filho em uma festa é para pegar todas e a filha chegar e sair bem comportada.
Helena: Me senti constrangida, vou levar e pegar meu irmão na escola, e um dia no trajeto passou um carro com um rapaz perguntando algo, que no momento pensei que não era para mim, ao se aproximar mais do carro notei que o rapaz estava sem as vestes e se mostrando, aquilo me deixou muito nervosa, peguei na mão do meu irmão e me apressei mais na frente eu parei junto a um senhor e comecei a chorar e relatei o que tinha acontecido para ele, depois esse rapaz do carro passou encarando o que me deixou bem preocupada. Passou uma viatura e os policias perguntavam se tinha sido roubada, e aí contei o que tinha acontecido, eles queriam saber a placa, mas eu estava tão nervosa que nem vi e então eles me levaram em casa. 

Taciana: O fato de pegar ônibus é constantemente, como já ando muito já estou mais atenta, mas minha irmã não, e sempre tem em algum ônibus uma pessoa que dá um jeito de passar e encostar em você, as vezes as pessoas falam tire a mochila que atrapalha, mas isso as vezes é um meio de se proteger, porque se você tira eles encostam. Eu vejo uma moto já fico nervosa, de qualquer forma, carro, moto, querem te comer com os olhos, se num caso desses eu estou com meu pai, o instinto dele será me proteger e isso pode gerar algo mais grave, as vezes uma brincadeirinha no instinto pode se transformar num confronto ou até algo mais grave porque sei que meu pai tomara as frentes por mim e por minha irmã. Você não pode ficar tranquila, composta já e assediada imagine se você coloca uma calça leg e vai para a academia ou vai caminhar, é realmente constrangedor.  
Ultimamente eu vejo que muitas meninas dão liberdade, e quando os meninos pegam uma que não dá querem esculachar, quando fazem isso comigo eu falo logo que eu nunca lhe dei esse tipo de liberdade, para evitar qualquer contato, chegaram a pedir meu número de telefone, falei que não tinha e o menino falou que essa desculpa não colava, agora além de não querer tenho que ter a obrigação de dizer o porquê, como seu eu tivesse obrigação de dar o número, ai te chama de bonita e você não sabe se agradece ou não com medo daquilo gerar algo no futuro, a pessoa querer se aproximar e achar que você está dando liberdade, eu realmente fico refletindo essas coisas. 
CONCLUSÃO FINAL: Nesse bate papo de pouco mais de vinte minutos, pôde-se tirar simples e duras conclusões: A primeira é que as meninas sofrem, com insinuações maldosas dos colegas adolescentes, mas o que realmente fere são as atitudes de homens feitos, conclusão essa que foi infelizmente comprovada de forma estarrecedora pelos testemunhos aqui citados, uma outra conclusão é que existe sim uma cultura de posse, machista, apesar de muitos negarem, ou buscarem justificação em outras questões, talvez façam isso porque são PRATICANTES fies daquilo que acham bobagem, mas que fere a dignidade de muitas meninas.  E ATÉ O PRÓXIMO OPINA COR JOVEM.

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